Ekaterina Parkhomenko
era uma desconhecida nas redes sociais, pelo menos até a última sexta-feira
(25). Foi quando ela usou a sua conta no Instagram para postar a sua mais nova
aquisição: um rímel, vindo de Amsterdã, na Holanda. E ela indicou que pertencia
a uma das vítimas do voo MH17 da Malaysia Airlines, que caiu na Ucrânia
no último dia 17, matando 298 pessoas a bordo.
“Maquiagem vinda de
Amsterdã, ou melhor do campo. Bem, vocês sabem o que eu quero dizer”, escreveu
Ekaterina, segundo informações do jornal britânico The Telegraph.
A mulher, que vive no vilarejo de Torez, se diz “separatista” e não esconde ser
apoiadora do movimento pró-Rússia no leste da Ucrânia, acabou sendo alvo de uma
enxurrada de críticas. Mas, ela afirma que nao viu nada de errado em seus atos.
Questionada sobre a
origem do rímel da marca Catrice, ela escreveu que foi dado a ela “por um amigo”.
Depois de diversas ofensas, ela acabou encerrando a conta no Instagram e apagou
outros perfis nas demais redes sociais que possuía.
Antes de “desaparecer”
das redes, ela ainda deixou uma mensagem final: “Estou apenas cansada de toda
essa coisa ucraniana. Cansada e terrivelmente furiosa”.
A indignação contra a
mulher ucraniana não terminou. Neste sábado (26), foi criada uma página no Facebook que
pede a morte de Ekaterina Parkhomenko.
A falta de segurança e
o tratamento dado aos restos mortais das vítimas do voo da Malaysia Airlines,
que teria sido abatido e caiu na área atualmente controlada por rebeldes pró-Rússia
no leste da Ucrânia, foram itens de duras críticas da comunidade internacional.
A insegurança na região
e a ação de ladrões – que levaram muitos pertences pessoais das vítimas – têm
dificultado a apuração sobre o que fez o avião cair. Mais do que isso: se ele
foi mesmo abatido, como garantem as autoridades norte-americanas, qual seria a
origem o míssil que derrubou a aeronave?
Autoridades
internacionais ainda negociam
com as lideranças separatistas para que os trabalhos de investigação
possam ser retomados nesta segunda-feira (28).

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