segunda-feira, 28 de julho de 2014

Ucraniana causa revolta nas redes sociais ao postar rímel de vítima de voo da Malaysia Airlines



Ekaterina Parkhomenko era uma desconhecida nas redes sociais, pelo menos até a última sexta-feira (25). Foi quando ela usou a sua conta no Instagram para postar a sua mais nova aquisição: um rímel, vindo de Amsterdã, na Holanda. E ela indicou que pertencia a uma das vítimas do voo MH17 da Malaysia Airlines, que caiu na Ucrânia no último dia 17, matando 298 pessoas a bordo.
“Maquiagem vinda de Amsterdã, ou melhor do campo. Bem, vocês sabem o que eu quero dizer”, escreveu Ekaterina, segundo informações do jornal britânico The Telegraph. A mulher, que vive no vilarejo de Torez, se diz “separatista” e não esconde ser apoiadora do movimento pró-Rússia no leste da Ucrânia, acabou sendo alvo de uma enxurrada de críticas. Mas, ela afirma que nao viu nada de errado em seus atos.
Questionada sobre a origem do rímel da marca Catrice, ela escreveu que foi dado a ela “por um amigo”. Depois de diversas ofensas, ela acabou encerrando a conta no Instagram e apagou outros perfis nas demais redes sociais que possuía.
Antes de “desaparecer” das redes, ela ainda deixou uma mensagem final: “Estou apenas cansada de toda essa coisa ucraniana. Cansada e terrivelmente furiosa”.
A indignação contra a mulher ucraniana não terminou. Neste sábado (26), foi criada uma página no Facebook que pede a morte de Ekaterina Parkhomenko.
A falta de segurança e o tratamento dado aos restos mortais das vítimas do voo da Malaysia Airlines, que teria sido abatido e caiu na área atualmente controlada por rebeldes pró-Rússia no leste da Ucrânia, foram itens de duras críticas da comunidade internacional.
A insegurança na região e a ação de ladrões – que levaram muitos pertences pessoais das vítimas – têm dificultado a apuração sobre o que fez o avião cair. Mais do que isso: se ele foi mesmo abatido, como garantem as autoridades norte-americanas, qual seria a origem o míssil que derrubou a aeronave?
Autoridades internacionais ainda negociam com as lideranças separatistas para que os trabalhos de investigação possam ser retomados nesta segunda-feira (28).

Nenhum comentário:

Postar um comentário