Oriente Médio
Reféns são
da minoria yazidi, perseguida pelo EIIL. EUA voltam a bombardear o norte do
país
Centenas de
mulheres pertencentes à minoria étnico-religiosa yazidi foram feitas
reféns pelos terroristas do grupo Estado Islâmico
do Iraque e do Levante (EIIL), informou Kamil Amin, porta-voz do
Ministério de Direitos Humanos do Iraque, à agência Associated Press. Segundo o
porta-voz, as mulheres têm menos de 35 anos e estão sendo mantidas em escolas
na segunda maior cidade do país, Mosul.
O sequestro foi comunicado ao governo pelos familiares das vítimas.
“Acreditamos que os terroristas as consideram escravas e possuem planos cruéis
para elas”, disse Amin. A agência diz que fontes do governo americano
confirmaram o sequestro e alertaram que as vítimas poderão ser vendidas ou
obrigadas a se casarem com extremistas.
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No início
desta semana, um parlamentar iraquiano havia feito um apelo ao governo para
salvar o povo yazidi, ressaltando que mulheres estavam sendo vendidas como
escravas. Em pronunciamento nesta quinta, o presidente Barack Obama mencionou
que os jihadistas estão “conduzindo execuções em massa e escravizando mulheres
yazidis”. Cerca de 50.000 integrantes dessa minoria, a metade deles crianças,
de acordo com número da ONU, fugiram para montanhas na região de Sinjar depois
de serem ameaçados pelos terroristas. O Exército Americano lançou suprimentos
na área, onde não há comida ou água. Os yazidis são descendentes de curdos que
seguem uma religião pré-islâmica e são considerados pelo EIIL como “adoradores
do demônio”.
Novos
bombardeios – Os Estados Unidos
lançaram uma segunda rodada de ataques aéreos
contra os terroristas do EIIL perto de Arbil, no norte do Iraque. Um drone e
quatro caças da Marinha “eliminaram com sucesso” alvos terroristas e destruíram
artilharia usada pelo grupo contra as forças curdas. No primeiro ataque, dois
caças F-18 lançaram mísseis guiados a laser contra posições de artilharia
controladas pelos jihadistas. Na segunda etapa, um drone MQ-1 Predator disparou
contra uma posição de lançamento de morteiros. Wuando os jihadistas voltaram ao
local, também foram atacados e mortos, segundo o Pentágono. Pouco depois,
quatro caças F/A-18 atingiram um comboio com sete veículos do EIIL e outra
posição de lançamento de morteiros perto de Arbil.
À rede
americana CNN, o governador de Arbil, Nawzad Hadi, disse que os jihadistas
estavam a apenas 30 quilômetros de distância da capital do Curdistão,
região mais estável do Iraque antes do avanço terrorista, polo
para companhias de petróleo americanas e onde estão assessores militares e
equipes consulares dos Estados Unidos.
Hidrelétrica
– Um oficial curdo
informou à rede CNN que o EIIL capturou a maior usina hidrelétrica do Iraque,
localizada em Mosul. Os terroristas utilizaram armas americanas que haviam sido
entregues às forças de segurança iraquianas, mas que foram roubadas pelos
extremistas, como tanques M1 Abrams. Em caso de destruição, a represa poderia
inundar territórios até a capital Bagdá. Forças curdas
tentam recuperar o controle do local.

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