Palestinos da Faixa
de Gaza voltam para suas casas durante o cessar-fogo - Marco Longari/AFP
Israel
retomou os bombardeios contra a Faixa de Gaza nesta sexta-feira em
resposta ao lançamento de cerca de vinte foguetes contra o seu território. Os
disparos vindos de Gaza aconteceram logo após o encerramento do cessar-fogo
de três dias, que expirou às 8h locais (2h de Brasília), depois que o Hamas
rejeitou as ofertas para um prolongamento da trégua.
A Jihad Islâmica, uma das
milícias palestinas que atuam em Gaza, assumiu a autoria dos lançamentos.
"Esta manhã, depois do reatamento do lançamento de foguetes contra Israel,
as Forças de Defesa atacaram posições terroristas em Gaza", informou um
boletim militar israelense.
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O cessar-fogo de 72
horas entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza chegou ao fim na madrugada desta
sexta-feira sem um acordo de prolongamento. Menos de uma hora antes do
encerramento, o Hamas declarou que Israel não havia aceitado suas exigências
nas negociações e que, por isso, a trégua não seria mantida – o grupo deseja o
fim imediato do bloqueio marítimo a Gaza.
Com Israel disposto a estender o
cessar-fogo por mais três dias, os mediadores egípcios tentaram até o fim
amenizar as exigências do Hamas para concretizar a ampliação da trégua. O Egito
argumentou que as demandas mais complexas dos dois lados deveriam ser
discutidas como parte de um acordo de longo prazo, e não como condições para um
cessar-fogo imediato. O Hamas, no entanto, rejeitou a proposta.
Depois de
quase um mês de confrontos na Faixa de Gaza, o cessar-fogo de três dias
interrompeu as hostilidades entre os dois lados e permitiu a abertura de
negociações mediadas pelo Egito no Cairo.
Apenas na madrugada desta sexta,
cerca de três horas antes do encerramento, dois foguetes vindos de Gaza violaram a
trégua e atingiram Israel sem deixar vítimas.
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Hamas sem a guerra?
Números – A ofensiva israelense
contra o Hamas teve início no dia 8 de julho e deixou 1.893 mortos do lado
palestino, segundo números divulgados nesta sexta-feira pelo Ministério da
Saúde de Gaza. Do total de mortos, 446 eram crianças e houve ainda quase 10.000
feridos. A ONU estima que ao menos 70% das vítimas eram civis e que cerca de
65.000 moradores tiveram suas casas destruídas. As Forças de Defesa de Israel
afirmam ter matado cerca de 900 terroristas. Sessenta e quatro soldados e três
civis israelenses morreram durante a operação.

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