domingo, 10 de agosto de 2014

Palestinos da Faixa de Gaza voltam para suas casas durante o cessar-fogo


Palestinos da Faixa de Gaza voltam para  suas casas durante o cessar-fogo - Marco Longari/AFP
Israel retomou os bombardeios contra a Faixa de Gaza nesta sexta-feira em resposta ao lançamento de cerca de vinte foguetes contra o seu território. Os disparos vindos de Gaza aconteceram logo após o encerramento do cessar-fogo de três dias, que expirou às 8h locais (2h de Brasília), depois que o Hamas rejeitou as ofertas para um prolongamento da trégua.
 A Jihad Islâmica, uma das milícias palestinas que atuam em Gaza, assumiu a autoria dos lançamentos. "Esta manhã, depois do reatamento do lançamento de foguetes contra Israel, as Forças de Defesa atacaram posições terroristas em Gaza", informou um boletim militar israelense.

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O cessar-fogo de 72 horas entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza chegou ao fim na madrugada desta sexta-feira sem um acordo de prolongamento. Menos de uma hora antes do encerramento, o Hamas declarou que Israel não havia aceitado suas exigências nas negociações e que, por isso, a trégua não seria mantida – o grupo deseja o fim imediato do bloqueio marítimo a Gaza.
 
Com Israel disposto a estender o cessar-fogo por mais três dias, os mediadores egípcios tentaram até o fim amenizar as exigências do Hamas para concretizar a ampliação da trégua. O Egito argumentou que as demandas mais complexas dos dois lados deveriam ser discutidas como parte de um acordo de longo prazo, e não como condições para um cessar-fogo imediato. O Hamas, no entanto, rejeitou a proposta.

Depois de quase um mês de confrontos na Faixa de Gaza, o cessar-fogo de três dias interrompeu as hostilidades entre os dois lados e permitiu a abertura de negociações mediadas pelo Egito no Cairo. 
Apenas na madrugada desta sexta, cerca de três horas antes do encerramento, dois foguetes vindos de Gaza violaram a trégua e atingiram Israel sem deixar vítimas.

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Números – A ofensiva israelense contra o Hamas teve início no dia 8 de julho e deixou 1.893 mortos do lado palestino, segundo números divulgados nesta sexta-feira pelo Ministério da Saúde de Gaza. Do total de mortos, 446 eram crianças e houve ainda quase 10.000 feridos. A ONU estima que ao menos 70% das vítimas eram civis e que cerca de 65.000 moradores tiveram suas casas destruídas. As Forças de Defesa de Israel afirmam ter matado cerca de 900 terroristas. Sessenta e quatro soldados e três civis israelenses morreram durante a operação.



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