Publicado em: 10:54, 20 Abr
MISSA DE PÁSCOA NO VATICANO
O papa Francisco comandou a sua
segunda missa de Páscoa na Praça São Pedro. Segundo a assessoria de imprensa da
Santa Sé, aproximadamente 150 mil pessoas participaram da cerimônia.
ANSA/CLAUDIO PERI
ANSA) - O papa Francisco comandou
nesta sexta-feira (18) no Coliseu de Roma o tradicional ritual da Via Crucis.
Foi a segunda vez que Jorge Mario Bergoglio realizou a celebração desde o
início do seu pontificado. As meditações para cada uma das 14 estações que
fazem parte da procissão foram lidas pelo monsenhor Giancarlo Bregantini,
arcebispo de Campobasso, e pela atriz italiana Virna Lisi.
Protegido do frio por um agasalho
branco, o Papa orou por alguns minutos antes de, com o sinal da cruz, dar
início ao rito. A cerimônia foi marcada pela condenação aos abusos contra as
mulheres e pela defesa dos imigrantes. "Choremos por aqueles homens que
descarregam sobre as mulheres a violência que há dentro deles. Choremos pelas
mulheres escravizadas pelo medo e pela exploração. Mas não basta ter compaixão.
Jesus é mais exigente. As mulheres devem ser libertadas, como Cristo fez, e
amadas como um presente inviolável por toda a humanidade", leu o monsenhor
Bregantini.
Além disso, as meditações também
convidaram as pessoas a "acolherem" a fragilidade dos outros e não
serem indiferentes ao sofrimento alheio. "Ou seja, a não fecharem as
portas a quem bate nas nossas casas pedindo asilo, dignidade e pátria.
Conscientes da nossa fragilidade, devemos acolher entre nós a fragilidade dos
imigrantes, para que eles encontrem segurança e esperança", disse o
arcebispo.
Entre as pessoas que carregaram a
cruz na celebração deste ano está um operário, um empresário, dois imigrantes,
dois internos de centros de reabilitação, dois detidos e dois sem-teto. Ao
saudar a multidão que o aguardava no Coliseu, o Pontífice foi acolhido por uma
intensa salva de palmas.
No fim do ritual, Francisco deu uma
rápida benção aos milhares de presentes no Coliseu, sendo novamente festejado
pelos fiéis. (ANSA)
Todos os anos, na
Sexta-Feira Santa, o Papa comanda uma procissão ao redor do monumento mais
famoso da capital italiana. ANSA/CLAUDIO PERI










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