Guarda Suíça Pontifícia
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Estandarte da Guarda Suíça no pontificado de Francisco
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País
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Corporação
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Subordinação
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Missão
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Criação
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Cores
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Azul, laranja e
vermelho
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História
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Guerras/batalhas
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Logística
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Efetivo
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aproximadamente
135 soldados
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Comando
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Comandante
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Daniel Anrig
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Sede
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Sede
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Internet
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Guarda Suíça Pontifícia é o nome dado ao corpo de guarda responsável desde 22 de janeiro de 1506 pela segurança do Papa. Hoje constitui também as forças
armadas da Cidade do
Vaticano. Atualmente a Guarda Suíça é composta por cinco oficiais,
26 sargentos e cabos e 78 soldados. É a única guarda do mundo em que a bandeira
é alterada com cada novo chefe de Estado, pois contém o emblema pessoal do
Papa.
O dia 6 de maio é a data de
admissão de novos guardas. Estes prestam juramento diante do Papa e fazem o juramento com a mão direita
levantada e os três dedos do meio abertos, recordando a Santíssima Trindade
(cristianismo).
É o único grupo de soldados
particulares que a lei suíça aceita. Do corpo da Guarda Suíça só podem fazer
parte homens de robusta e rude constituição física, com um mínimo de 1,74m de
altura, católicos, com diploma profissional ou ensino médio concluído, com
idade entre 18 e 30 anos, e não casados (só os cabos, sargentos e oficiais
podem ser casados)1 . Devem também ter feito já treino militar do exército suíço,
não ter registo criminal e ser de reputação social absolutamente imaculada.
Dois anos, eventualmente renováveis até um máximo de 20, são o tempo de
compromisso mínimo de um membro da Guarda Suíça.
O curioso uniforme da Guarda Suíça
é um espetáculo à parte. Com sua malha de cetim nas cores azul-real,
amarelo-ouro e vermelho-sangue, causa estranheza que um soldado esteja trajado
com roupas tão coloridas. O design do traje é atribuído a Michelangelo e pode ser
visto tanto no Vaticano quanto no castelo Papal de
Avinhão, sede do papado nos séculos XIII a XIV.
A língua oficial da Guarda Suíça é
o alemão.
O seu lema é "Com coragem e fidelidade" (em latim: Acriter et
fideliter) e tem como patronos
São Martinho
(festa em 11 de novembro),
São Sebastião
(festa em 20 de janeiro)
e São Nicolau von
Flüe, "Defensor Pacis et pater patriae" (orago da Suíça, com festa
em 25 de setembro).
Entre as suas tarefas encontra-se
a prestação de serviços diversos para o Papa, tais como a guarda em visitas de
autoridades estrangeiras, o acompanhamento e assistência ao Papa durante
viagens internacionais ou a prestação, à paisana, de serviços de segurança do
Papa, ocasião em que os guardas se misturam com as multidões na Praça de São
Pedro. Nesse caso os soldados da Guarda Suíça servem como guarda-costas, estando
equipados com armamento variado e modernos equipamentos de comunicação2
.
A Guarda Suíça do Vaticano foi
formada em 1506, em atendimento a uma
solicitação de proteção feita em 1503
pelo Papa Júlio II
aos nobres suíços. Cerca de 150 nobres tidos como os melhores e mais corajosos
chegaram a Roma vindos dos cantões
de Zurique,
Uri, Unterwalden e Lucerna.
O seu comandante era o capitão Kaspar von Silenen.
A batalha mais expressiva foi em 6 de maio de 1527, quando as tropas invasoras imperiais
de Carlos V de
Habsburgo, em guerra com Francisco I, entram em Roma. O exército imperial era composto de
cerca de 18000 mercenários. Em frente à Basílica de São
Pedro e depois nas imediações do Altar-Mor, a Guarda Suíça lutou
contra cerca de 1000 soldados alemães
e espanhóis. Combateram
ferozmente formando um círculo em volta do Papa Clemente VII visando
protegê-lo e levá-lo em segurança ao Castelo de Santo
Ângelo. Faleceram 108 guardas, mas em contrapartida 800 dos 1000 mercenários
do assalto caíram mortos pelas alabardas
dos suíços.
O Papa Pio V (1566-1572) enviou a Guarda Suíça para combater
na Batalha de
Lepanto, contra os turcos. Com Pio VI a guarda foi
dissolvida já que este Papa foi enviado para o exílio por Napoleão. A guarda voltou
a formar-se em 1801
e, em 1848, desempenhou um papel
decisivo na defesa do Palácio Apostólico
frente aos revolucionários nacionalistas italianos.
Quando a Alemanha Nazi ocupou Roma em setembro de 1943, a Guarda Suíça e as outras unidades
que na época constituíam as formas armadas papais, como a Guarda Palatina, foram
colocadas em estado de alerta. Houve um aumento no número de postos de vigia.
Os guardas trocaram as alabardas e espadas por espingardas Mauser 98k, baionetas e cartucheiras com 60
substituições de munição, como medida de precaução. Embora as tropas alemãs
patrulhassem o território italiano até à Praça de São Pedro, não houve qualquer
tentativa de invasão pela fronteira do
Vaticano nem qualquer confronto entre a Guarda Suíça e tropas alemãs.
Nessa altura a Guarda tinha apenas 60 homens, pelo que poderia apenas ter feito
uma resistência simbólica a qualquer ataque. No próprio dia em que os alemães
ocuparam Roma o Papa Pio XII
deu ordens que proibiam a Guarda Suíça de derramar sangue em sua defesa.
Em 4 de maio de 1998 o coronel da Guarda Suíça Alois Estermann, a sua
mulher Gladys Meza Romero e o vice-cabo Cédric Tornay foram encontrados mortos
no apartamento de Estermann. A versão oficial do Vaticano atribuiu a
responsabilidade do delito ao vice-cabo Tornay.
A Guarda Suíça
hoje[editar
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Os guardas assinam um contrato de
dois anos e obtêm um soldo
mensal de 1200 euros.
São celibatários (exceto os oficiais, sargentos e cabos) e é-lhes formalmente
interdito dormir fora do Vaticano. O seu alojamento é a caserna da guarda. A
vida quotidiana é preenchida também com celebrações litúrgicas. A guarda dispõe
de uma capela onde oficia o capelão
do exército pontifício.
Uniforme
O uniforme que hoje a Guarda usa
foi desenhado por Jules Répond3
(comandante no período 1910-1921) a partir do modelo que se atribui a Michelangelo
por volta de 1505,
pelo que é considerado um dos uniformes militares mais antigos do mundo, e
muito mais vistoso, alegre e colorido que o do século XIX: o capacete é decorado com
uma pluma vermelha, as luvas
são brancas e a couraça
tem reminiscências medievais. A cor vermelha foi introduzida pelo Papa Leão X, em homenagem
ao escudo dos Médici,
e simboliza também o sangue derramado em defesa do Papa.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre
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